O dólar à vista negociado no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) começou a segunda-feira em queda de 0,21%, cotado a R$ 1,897. O comportamento da moeda norte-americana em relação ao real repercutia as notícias no setor bancário e avaliação de que o tombo dos mercados na sexta-feira foi exagerado.

Porém, após a American Home Mortgage Investment Corp, a décima maior instituição cedente de crédito hipotecário dos EUA, informar que entrou com pedido de concordata, vítima da turbulência no setor de crédito imobiliário de alto risco, o sinal do câmbio inverteu. Às 9h36, o dólar à vista na BM&F subia 0,32%, a R$ 1,907.

Os investidores também devem continuar atentos às últimas informações negativas do mercado financeiro global, derivadas da crise do setor de crédito de alto. Na sexta-feira, o diretor financeiro do Bear Sterns, Sam Molinaro, disse que a atual crise dos mercados pode ser a pior em 20 anos. Ainda no Bear Sterns, houve o afastamento do co-presidente da instituição, Warren Spector, devido às perdas recentes que os fundos do banco tiveram em decorrência de sua exposição ao crédito de alto risco.

Na Alemanha, a gestora de fundos Union Investment Asset Management disse ter fechado temporariamente o fundo ABS-Invest, que possui hipotecas de alto risco, para investidores institucionais e suspendeu os resgates, depois que clientes retiraram 100 milhões de euros no mês passado, mais de 10% do total da carteira.