O dólar comercial interrompeu a sequência de baixas ante o real e abriu em alta de 0,41% hoje no mercado interbancário de câmbio, negociado a R$ 1,71. Ontem, a moeda norte-americana fechou em baixa de 1,39%, a R$ 1,703. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu em alta de 0,56%, a R$ 1,712.

O mercado internacional deve fazer um intervalo na sequência de ganhos e a realização de lucros era generalizada na manhã de hoje. Nas bolsas, o movimento é tímido. Porém, na relação euro/dólar, que tem influenciado as transações com moedas no Brasil, o ajuste parece mais consistente. Depois de ter atingido máxima de US$ 1,4970 mais cedo, o euro recuou para US$ 1,4879. A perspectiva é de que a cotação da moeda norte-americana encontre fôlego para subir também ante o real.

 

A volatilidade que se registrou no mercado de câmbio internacional no início da manhã pode continuar, se os dados previstos na agenda apresentarem resultados fora do previsto. Além disso há os balanços. Os dados do Goldman Sachs vieram acima das previsões captadas em pesquisas de agências internacionais. Ainda assim, o mercado derrubou as ações da instituição porque havia algumas apostas de resultado ainda melhor. O resultado do Citigroup saiu também e frustrou as expectativas, com o primeiro impacto negativo nos negócios.

 

No Brasil, o fluxo de recursos continua sendo o destaque para o mercado de câmbio. Somente nesta semana, três captações foram realizadas ou estão prestes a fechar. O Banco do Brasil, o primeiro emissor de bônus perpétuo no período pós-crise, captou US$ 1,5 bilhão na terça-feira. Além dele, o banco Panamericano deve concluir a emissão de US$ 150 milhões até o final da semana. A Odebrecht fechou uma captação de US$ 500 milhões ontem.

O Banco do Brasil registrou US$ 13 bilhões de demanda por seus bônus perpétuos. A Odebrecht, que previa captar US$ 300 milhões, acabou conseguindo US$ 500 milhões após se deparar com uma demanda de US$ 2,5 bilhões. A avaliação de que os estrangeiros estão interessados em Brasil é reforçada a cada nova operação. Uma abertura com ajuste de alta pode não ser definitiva do movimento durante o dia.