A moeda norte-americana operou em forte alta nesta segunda-feira (6) em relação ao real, mas reduziu os ganhos durante à tarde, acompanhando a virada para alta das Bolsas em Nova York e da Bovespa. O dólar comercial, negociado no mercado interbancário, fechou com taxa de R$ 1,906, 0,26% superior à de sexta-feira. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista subiu 0,32%, para R$ 1,907. No pior momento do dia, a moeda americana chegou a valer R$ 1,916 (em ambos os mercados).

A melhora dos mercados de ações em Nova York reflete em parte oportunidades de compras criadas pelas quedas de preços registradas pela manhã, segundo um operador. Para a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), amanhã, os analistas mantêm previsão de que o juro ficará inalterado em 5 25% ao ano. No entanto, por causa do alastramento da crise do setor de crédito imobiliário de alto risco, agora o mercado aponta chance de 75% de corte no juro norte-americano em setembro, o que beneficiaria as bolsas de valores. Às 16h30 (de Brasília), o índice Dow Jones, de Nova York, subia 1,52% e a Bolsa de Valores de São Paulo tinha ganho de 0,47%.

Até por volta das 15h30, os mercados operaram pressionados pelas conseqüências dessa crise, como problemas de liquidez em algumas instituições e queda na demanda no mercado de crédito corporativo. Nesta segunda-feira, a American Home Mortgage, a décima maior empresa do setor de crédito imobiliário dos EUA, deu entrada a um pedido de concordata, acentuando as preocupações do mercado.

No fim de semana, os problemas com os fundos do banco de investimentos Bear Stearns levaram à demissão do co-presidente do banco, Warren Spector.