A moeda norte-americana registrou forte queda nesta sexta-feira (5) em relação ao real e terminou o dia com a menor taxa desde o dia 11 de agosto de 2000. O dólar comercial recuou 1,15% e fechou valendo R$ 1 804. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista cedeu 1,18%, a R$ 1,803.

Os investidores reforçaram as ofertas de dólar estimulados pelas altas das bolsas de valores, com o índice nova-iorquino Dow Jones e a Bovespa em níveis recorde de pontos. As bolsas foram embaladas pelo bem-recebido relatório de emprego de setembro nos EUA, que ajudou a reduzir as preocupações com eventual recessão norte-americana. O relatório de emprego "deu confiança aos investidores para vender dólar e comprar Bolsa", disse um operador.

Como o mercado de mão-de-obra dá sinais de que está melhor do que muitos analistas esperavam, uma corrente do mercado considera improvável que o banco central dos EUA volte a reduzir as taxas de juro em sua próxima reunião. Mas há também uma ala de especialistas que ainda conta com eventual corte da taxa.

Os dados de emprego de setembro não saíram fora das expectativas: a taxa de desemprego subiu para 4,7%, de 4,6% em agosto, enquanto o número de postos de trabalho criados alcançou 110 mil, quando os economistas previam 100 mil. Mas o Departamento do Trabalho fez uma revisão surpreendente no indicador de agosto, de uma redução de 4 mil para um crescimento de 89 mil no número de postos de trabalho.