Após cravar R$ 2,93 na quarta-feira, no auge das preocupações do mercado com uma alta dos juros nos EUA, o dólar voltou a cair e terminou a semana cotado a R$ 2,911, uma baixa de 0,58%. Em quatro dias de sessões devido ao feriado de Tiradentes, a moeda dos EUA acumulou uma variação praticamente nula (+0,06%). No final da semana passada, a divisa custava R$ 2,909.

O principal indicador divulgado ontem foi o superávit primário de março, que contribuiu para o clima de calmaria no mercado. O Brasil fez a maior economia da história (R$ 10,2 bilhões) em março para pagar juros da dívida. O aperto fiscal, que agrada os credores, representa, no entanto, um foco de críticas ao governo, já que esse resultado é obtido graças ao corte nos investimentos públicos.

“A melhora desse dado ajuda a minimizar as preocupações com as contas públicas, mas é insuficiente para criar uma onda de otimismo e apagar o cenário de que os juros nos EUA vão subir, o que pode prejudicar o fluxo de capital para os mercados emergentes, como o Brasil” afirma o analista da Novação, Mario Battistel.