A cotação do dólar pode chegar a R$ 1,80 nas próximas semanas, conforme análise de Ricardo Amorim, diretor executivo para Mercados Emergentes do Banco WestLB. "O movimento de curto prazo é de mais apreciação do real porque tanto fluxos comerciais como financeiros continuam muito fortes", disse Amorim na Câmara Americana de Comércio (Amcham-SP).

Segundo ele, a balança comercial vem apresentando superávits devido a três fatores: esforço do empresariado para ampliar a competitividade; ampliação do volume de produtos vendidos e dos preços. "Desde 2002, tem ocorrido alta dos preços dos produtos que exportamos – commodities e industrializados – e os preços dos que importamos permanecem relativamente estáveis", explicou.

A maior entrada de dólares também é explicada pela atratividade da taxa de juros brasileira. "Quanto aos fluxos financeiros, a taxa de juros nominal brasileira é a segunda mais alta entre os 30 maiores mercados mundiais, atrás apenas da Turquia. E, a taxa real do Brasil é a maior do mundo", disse o economista. Segundo Amorim, o Brasil apresenta ainda boas alternativas de investimentos na Bolsa de Valores e mercado imobiliário.