São Paulo

  – O dólar à vista voltou a sofrer pressão e fechou ontem em alta de 0,66%, cotado a R$ 3,780 na compra e R$ 3,785 na venda. A segunda-feira foi de negócios bastante reduzidos nos mercados de câmbio e juros, com os investidores à espera de definições no cenário político. O principal acontecimento do dia foi a rolagem de 44,7% de uma dívida pública de US$ 1,8 bilhão que vence na quinta-feira. Apesar de o resultado ter ficado acima do esperado, predominou o mau humor com a demora do PT em anunciar sua equipe econômica.

O dólar já iniciou o dia em alta, com os investidores especulando em torno da rolagem da dívida pública vincenda. A cotação de venda chegou à máxima de R$ 3,825 (alta de 2%) logo pela manhã, com a expectativa de que o leilão de contratos de swap cambial do BC fosse frustrado. Mas o Banco Central (BC) conseguiu vender US$ 805 milhões em swaps, o que reduziu um pouco a pressão. Os contratos servem como proteção para os investidores contra oscilações bruscas do câmbio.

Segundo o profissional, o mercado continua cobrando do PT uma definição em torno da indicação para a presidência do Banco Central. E como o novo governo afirma não ter pressa, os investidores se mantêm estressados. O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, viajou ontem para os Estados Unidos, onde se encontrará com o presidente George W. Bush. Com isso, adia mais uma vez o anúncio tão esperado.