O Produto Interno Bruto (PIB) do México sofreu uma contração 10,3% no segundo trimestre em comparação com igual período do ano passado, que refletiu o fato de o feriado de Páscoa ter sido em abril este ano e o impacto do surto da gripe A H1N1, que se somaram ao declínio das exportações para os EUA, segundo informou o Instituto Nacional de Estatística do México (Inegi).

Este foi o maior declínio anual para um único trimestre desde 1981, mas o resultado ainda assim foi ligeiramente melhor que a previsão média de 16 analistas entrevistados pela Dow Jones, que era de uma queda de 10,6%.

Em termos sazonalmente ajustados, o PIB do México encolheu 1,12% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre, a uma taxa anualizada de 4,4%. Esse resultado foi menor que o declínio revisado de 5,78% registrado no primeiro trimestre. Economistas privados preveem que o PIB mexicano vai encerrar o ano com uma queda de 7%.

Segundo o Inegi, a produção industrial, que tem liderado o declínio da atividade econômica, contraiu 11,5% no segundo trimestre em comparação com igual período do ano passado.

O setor de manufatura registrou um declínio de 16,4% e o de construção uma queda de 9,2%. O setor de serviços encolheu 10,4% ao ano no segundo trimestre, com o segmento comércio registrando uma queda de 20,9%. Por outro lado, a produção agrícola cresceu 1,1% ao ano.

“A recessão externa, particularmente o colapso dos EUA, tem sido o principal freio da economia mexicana”, disse Alfredo Coutino, diretor para a América Latina da Moody’s Economy.com.

O segundo trimestre foi afetado este ano pelo feriado de Páscoa, que reduziu o número de dias úteis em abril em comparação com 2008 e pelas medidas tomadas pelo governo para enfrentar o surto da gripe A H1N1 – mais conhecida como gripe suína -, que levou ao fechamento das escolas por semanas, enquanto atividades não essenciais foram suspensas por cinco dias no início de maio. O surto da gripe atingiu principalmente as atividades de turismo, restaurantes e entretenimento no México.

No primeiro semestre do ano, o PIB do México encolheu 9,2% em comparação com igual período do ano passado. O Inegi revisou o PIB do primeiro trimestre de uma contração de 8,2% para 8%.

Os analistas esperam que a economia mexicana melhore no segundo semestre do ano, após alguns primeiros sinais de melhoras no comércio, produção de veículos e na confiança do consumidor.

“Achamos que este foi o ponto mais baixo do atual ciclo e que o PIB real vai se expandir sobre uma base trimestral no restante do ano”, disse o economista do Credit Suisse Alonso Cervera. As informações são da Dow Jones.