A economia brasileira não sofrerá se ocorrer uma alta das taxas de juros. Quem afirma é o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. O ministro deixou claro que um eventual aumento não afetaria a população que tem financiamentos a serem quitados.

"Ninguém gosta de uma alta das taxas de juros. Mas não vejo como uma alta de 0,25% ou 0,5% poderia ter um impacto tão grande naqueles que têm prestações a pagar. Os impactos de uma alta de 0,25% seriam pequenos para o desenvolvimento da economia", afirmou.

Jorge admite que um dos debates tem sido o impacto sobre os consumidores que fizeram financiamentos nos últimos meses, quando a taxa de juros estava em ritmo de queda. "Fala-se daqueles que compraram carros com o prazo de pagamento de 60 meses. Mas os cálculos mostram que a alta de 0,25% significaria um aumento pequeno nas prestações mensais. Ninguém deixa de comprar um carro por uma alta de 0,25% na taxa Selic", disse Jorge, antes de deixar Praga, onde participou da visita do presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Na sexta-feira (11), em Amsterdã, Lula já havia afirmado que a economia teria como enfrentar uma alta dos juros. Jáno sábado (12), em Praga, deixou claro que seria "louco" quem estivesse sugerindo que ele estaria dando um sinal verde para a alta de juros.

Para Jorge, a economia "está sólida". "Pela primeira vez estamos fazendo as coisas de uma maneira correta e certa", disse. "Não estamos apostando com a economia brasileira", afirmou. "Houve muita irresponsabilidade fiscal antes. O que temos feito é garantir essa responsabilidade, com efeitos muito importantes.