Se alimentar bem, comendo frutas, verduras e legumes frescos não é nenhum luxo para os moradores que vivem na região da Rua da Cidadania do Boa Vista. O acesso a esses produtos, que fazem toda a diferença na hora de balancear bem as refeições, é facilitado pelo Sacolão da Família, lugar onde o preço do quilo de quase todos os alimentos é único. Do tomate à berinjela, do alface à cebola ou à batatinha, a média de preço por quilo costuma ficar na casa do R$ 1,80.

“São 34 produtos com preço igual. Nós temos outros itens exóticos, que acabam sendo mais caros, mas em média, a diferença do preço praticado aqui e nos mercados e sacolões tradicionais é de 40% para menos”, explica Adelaide Queiroz Fitz, administradora do sacolão do Boa Vista. O sacolão do bairro foi um dos destaques da última edição da Tribuna Regional Boa Vista.

E não precisa de nenhum pré-requisito ou cadastro para se ter acesso aos produtos do sacolão. Qualquer um pode ir lá e fazer a feira. “Eu costumo vir todos os dias, porque os produtos estão sempre frescos. Mas mesmo com estas qualidades, o preço ainda é o maior atrativo”, diz a técnica em enfermagem Valmiria Bein. “Eu aproveito que moro perto e sempre passo aqui no caminho para casa. Gosto da variedade de frutas que oferecem”, comenta o vigilante Mário Buzatto. Segundo os funcionários, geralmente as frutas ficam na lista dos mais vendidos.

Por toda cidade

Curitiba tem 15 unidades do Sacolão da Família, a maioria fica próximo de terminais de ônibus ou de Ruas da Cidadania. Técnicos da Secretaria Municipal do Abastecimento acompanham a variação dos preços dos produtos na Ceasa e ajustam a tabela dos sacolões, para manter o preço único.

“Se o cidadão fizer sempre as compras de frutas e vegetais nos Sacolões da Família, pode alcançar economia de até 51% no orçamento destinado a estes produtos. Conseguimos garantir preço mais baixo que o mercado convencional por causa do grande volume de produtos adquiridos para as 15 unidades. É um serviço que busca oferecer produtos de qualidade e com preços acessíveis à população”, explica Nivaldo Guimarães Vasconcelos, diretor das unidades de abastecimento da prefeitura.

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