O presidente da Eletrobras, José Costa Neto, admitiu que o grupo pode deixar de ganhar até R$ 5 bilhões em receita caso ocorra renovação nas concessões na área de energia elétrica onde os novos contratos estabeleçam preços de energia menos favoráveis às empresas do setor. A partir de 2015, o prazo legal da maioria dos contratos público-privados no setor estará vencido.

O executivo informou que a empresa tem preparado um plano de negócios onde considera todas as hipóteses quanto ao término do prazo de concessões, seja renovação ou novas licitações. Uma das hipóteses levantadas pelo grupo Eletrobrás, e uma das mais prováveis, segundo Neto, é que as concessões sejam renovadas – mas o preço da energia a ser vendido pelas concessionárias seja mais baixo do que nos contratos antigos. Isso porque os contratos anteriores levavam em conta custos de financiamento para a alocação de empreendimentos, hoje, já amortizados. “O que deve acontecer, e eu acho justo, é que aquele investimento já remunerado (no preço da energia) não o seja novamente”, afirmou.

O grupo tem estratégia já preparada para lidar com a perda de receita. Neto lembrou que, até 2015, devem estar entrando em operação outras usinas como Jirau e Santo Antonio, que devem compensar a perda de receita. “Nós temos uma receita hoje anual de R$ 32 bilhões. E até lá vamos entrar com outras usinas”, afirmou.

O executivo informou ainda que o plano de investimentos da companhia prevê R$ 13 bilhões para este ano, superior aos R$ 10 bilhões de 2011. “Nossa intenção é manter nossos investimentos neste patamar (R$ 13 bilhões) nos próximos anos”, afirmou.