O emprego na indústria recuou 0,6% na passagem de julho para agosto, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 10. Na comparação com agosto de 2012, o emprego industrial apontou uma queda de 1,3% em agosto deste ano. No acumulado de 2013, os postos de trabalho na indústria recuaram 0,8%. Em 12 meses, o emprego industrial acumulou queda de 1,0%.

O número de horas pagas pela indústria, descontadas as influências sazonais, recuou 0,7% em agosto em relação ao mês anterior. Em comparação a agosto de 2012, o indicador recuou 1,4%. No ano, o indicador relativo ao número de horas pagas pela indústria acumula queda de 0,9%, e, em 12 meses, recuo de 1,1%.

Comparando o resultado de agosto com igual mês de 2012, o IBGE revelou que as taxas foram negativas em 11 dos 14 locais pesquisados e em 12 dos 18 ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais influências negativas partiram do setor de produtos de metal, com redução de 6,0% ante agosto do ano passado, e de calçados e couro, com variação de -7,4% na mesma comparação. Em contrapartida, as principais influências positivas partiram do setor de alimentos e bebidas, com variação de 1,1% na mesma base de comparação.

Folha de pagamento

O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria caiu 2,5% em agosto ante julho, pelo indicador ajustado sazonalmente. No ano, porém, a taxa acumulada é de +2,4%, e, em 12 meses, de +3,7%. Em comparação a agosto de 2012, a folha de pagamento na indústria recuou 0,2%, interrompendo a sequência de 43 meses de resultados positivos nesse tipo de comparação. Foram registradas quedas em 7 dos 14 locais pesquisados, com destaque para Bahia, com retração de 12,2% no período.

Santa Catarina registrou a maior contribuição positiva, com avanço de 4,1%. Ainda na comparação contra igual mês do ano passado, o IBGE destacou que o valor da folha de pagamento real da indústria caiu em 7 dos 18 setores investigados, com destaque para o setor extrativo (-18,6%). O principal impacto positivo foi observado na indústria de alimentos e bebidas (+5,2%) e de borracha e plástico (+6,9%).