O emprego na indústria paranaense recuou 5,5% em novembro do ano passado, na comparação com o mesmo mês de 2008. O desempenho foi a quarta maior influência sobre a taxa negativa nacional, que fechou em -4,1%.

No acumulado entre janeiro e novembro do ano passado, a queda nas vagas industriais ficou em 7,1% no Estado. Já a folha de pagamento real aumentou 1,2% em novembro, mas caiu 2,1% no acumulado de 2009, no Paraná.

As taxas nacionais ficaram em -2,7%, tanto a mensal como a acumulada de 2009. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As principais pressões para a queda no comparativo entre os meses de novembro de 2008 e 2009, no Paraná, vieram da indústria madeireira (-17,1%) e de outros produtos da indústria de transformação (-19,7%), que envolve os setores como o de fabricação de móveis e de reciclagem. Quedas acentuadas também foram verificadas nos setores de borracha e plástico (15,1%) e nas indústrias extrativas (11%).

Por outro lado, apenas três dos 18 segmentos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram alta no emprego: calçados e couro, que contratou 11,75% mais que em novembro de 2008, produtos químicos (7,7%) e fumo (5,9%).

No índice nacional, houve redução do pessoal ocupado em 16 segmentos, com as perdas mais relevantes nos meios de transporte (-10,4%) e máquinas e equipamentos (-9,0%).

No índice acumulado entre janeiro e novembro do ano passado, também houve crescimento no emprego industrial em apenas três setores, com o fumo contratando 14,1% a mais que no mesmo período de 2008, seguido pelo setor de coque e refino de petróleo e álcool (6,1%) e produtos de metal – exceto máquinas e equipamentos -(0,34%). Entre as quedas, as principais aconteceram na madeira (-21,4%), no vestuário (-16,5%) e nos produtos químicos (-13,1%).

No aumento da folha de pagamento real observado em novembro, os maiores avanços aconteceram em fabricação de meios de transporte (25,4%), no fumo (15,3%) e na metalurgia básica (12,3%). Os setores de borracha e plástico (-15,6%), vestuário (-15,1%) e as indústrias extrativas (-11,2%) foram os que tiveram os maiores recuos.

Já no índice acumulado da folha de pagamento entre janeiro e novembro, houve queda na maioria (12) dos setores. As maiores foram no vestuário (-18,5%), borracha e plástico (-13,8%) e calçados e couro (-11,8%).

Os aumentos mais significativos aconteceram nos setores de máquinas e aparelhos elétricos, eletrônicos, de precisão e de comunicação (7,8%), fumo (7,8%) e fabricação de meios de transporte (6,4%).