O Paraná fechou o mês de março como a principal influência positiva em emprego industrial, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado registrou crescimento de 4,9% no número de empregos na indústria, em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Brasil apresentou estabilidade. Os setores que puxaram a alta no Paraná foram madeira (17,7%), vestuário (16,5%), alimentos e bebidas (5,8%) e máquinas e equipamentos (16,7%). Em relação a fevereiro, o País teve redução de 0,5% nos postos de trabalho.

No acumulado do ano, o Paraná apresentou o segundo melhor desempenho do País, com crescimento de 4,5%. Ficou atrás de Santa Catarina (4,1%), que embora tenha apresentado índice menor, sua influência na pesquisa é maior. Os setores que mais influenciaram foram a madeira (16,1%), vestuário (19,2%), máquinas e equipamentos (16%) e alimentos e bebidas (5%). No Brasil, o aumento de postos de trabalho foi de 0,5%.

Também no acumulado de 12 meses, o Paraná foi destaque (variação positiva de 1,8%), ocupando a terceira posição, atrás de Santa Catarina (4%) e região Nordeste e Centro-Oeste (3,5%). No País, houve queda de 0,3% nos postos de trabalho nas indústrias.

Folha de pagamento

O valor da folha de pagamento do setor industrial voltou a se reduzir no País, após dois meses consecutivos em expansão: entre fevereiro e março, há uma queda real de 1,7%, já descontadas as influências sazonais. Nos demais indicadores, o quadro também é de perda: -6,3% em relação a março de 2002, -5,8% no acumulado do ano e -3,1% nos últimos doze meses. O Paraná, segundo o economista André Luiz Oliveira Macedo, do IBGE, não teve destaque nem positivo nem negativo no índice mensal. Em relação à março do ano passado, o Estado apresentou queda de 3,7%. Os segmentos que mais influenciaram, segundo o economista, foram a fabricação de meios de transporte (-8,8%) e produtos de metal (-20,5%). “A desaceleração na produção industrial, que causa impacto na geração de empregos, influencia negativamente”, acredita Macedo. No acumulado do ano, o desempenho estadual foi pior do que o nacional e o Paraná fechou o primeiro trimestre com variação negativa de 6,8%. Apresentou a quinta maior queda, atrás da Bahia (-11,6%), Rio de Janeiro (-10,5%), Pernambuco (-9,1) e Região Nordeste (-8,8%).

Com relação ao número de horas pagas, o Paraná foi a principal influência positiva, com crescimento de 5,6% em relação março de 2002, enquanto o Brasil apresentou queda de 1,1%. No acumulado do ano, houve crescimento de 5,5% (Paraná) contra a queda de 0,1% (Brasil). Já nos últimos 12 meses, o Estado apresentou o terceiro melhor desempenho, com crescimento de 2,4%. No Brasil, houve queda de 0,6%.

Dados nacionais

Por setores industriais, no confronto março 2003/março 2002, o número de empregados se expande em dez dos dezoito ramos pesquisados no total do país. Os aumentos de maior impacto no cômputo geral são observados nos setores produtores de alimentos e bebidas (2,3%), máquinas e equipamentos – exclusive eletro-eletrônicos e de comunicações (6,0%) e produtos de metal – exclusive máquinas e equipamentos (4,5%), e as quedas em outros produtos da indústria de transformação (-9,8%) e minerais não-metálicos (-3,6%). Em bases trimestrais, verifica-se melhora no ritmo de crescimento do emprego na passagem do último trimestre do ano passado (0,1%) para o primeiro deste ano (0,5%). Este movimento atinge seis dos quatorze locais pesquisados, sendo mais relevante nas indústrias de São Paulo (que passam de -1,6% para 0,3%) e do Paraná (de 2,5% para 4,5%).

Liderança em oportunidades

O Paraná foi o Estado que, proporcionalmente a sua população, mais gerou empregos formais em abril. Foram exatas 17.277 novas oportunidades de trabalho com carteira assinada, conforme dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O dados apontam que, numericamente, o Paraná ficou atrás apenas de São Paulo, cujos novos empregos no mês chegaram a 66.407.

Para o governo do estadual, o resultado é considerado muito positivo, já que os números do Paraná indicam que quase 600 empregos surgem a cada dia no Estado. Os números do Paraná também superam os dos nove estados no Nordeste juntos (7.748) somados aos dos sete da região Norte (2.321). No Sul, o desempenho do Paraná em abril foi melhor que a soma do resultado de Santa Catarina (5.713) com a do Rio Grande do Sul (10.875).

O resultado de abril no Paraná representou um acréscimo de 1,13% sobre o total de empregos formais no Estado. No Brasil, a média de incremento ficou em 0,68% e no Sul em 0,79%