O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, teve nesta quinta-feira, 2, em Nova York uma série de reuniões com potenciais investidores que podem fazer aportes no Brasil. Segundo ele, são de diferentes áreas, desde executivos de fundos até empresários, incluindo de empreiteiras. “Foram discussões muito boas”, afirmou nesta tarde a jornalistas, destacando que construtoras dos Estados Unidos e outros países da América Latina demonstraram interesse em participar dos projetos.

Barbosa destacou nas conversas com os investidores, em reuniões reservadas ao longo de toda esta quinta-feira, os projetos de investimento em infraestrutura no Brasil e ressaltou que o país está em um período de transição, no meio de um ajuste macroeconômico, que envolve a política fiscal e monetária. O ministro afirmou que as medidas serão capazes de trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5%. “Também vão criar as bases para um novo ciclo de crescimento no Brasil”, disse ele. “Esperamos que esse ciclo se inicie no final deste ano, no começo do ano que vem e que este ciclo seja puxado pelos investimentos.”

Questionando sobre a situação do setor de construção no Brasil, abalado pelo envolvimento de grandes companhias com corrupção investigadas pela Operação Lava Jato, Barbosa disse que as companhias brasileiras têm capacidade de tocar essas obras. “A capacidade de engenharia que o Brasil tem continua a mesma. Algumas empresas estão enfrentando dificuldade e algumas pessoas estão enfrentando necessidade de se explicar ao judiciário, mas isso não reduz a capacidade do setor de construção civil no Brasil, que é diversificado e já deu mostras de seu dinamismo.”

O ministro contou ainda que houve interesse de alguns agentes em criar fundos de investimento em infraestrutura ou mesmo ampliar carteiras já existentes para adquirir títulos lastreados nesses projetos em infraestrutura. Segundo ele, os projetos brasileiros que têm despertado maior interesse dos estrangeiros visto nas reuniões em Nova York são os portos e aeroportos, sobretudo os regionais. “São projetos que têm investimento mais rápido e retorno mais rápido.”

Barbosa disse que o objetivo do governo é atrair cada vez mais participantes estrangeiros no setor de infraestrutura brasileiro, seja na construção, na concessão ou no financiamento.