O Iguassu Convention & Visitors Bureau (IC&VB), entidade voltada para o turismo e localizada no município de Foz do Iguaçu, está sob intervenção judicial. A determinação do juiz Naor Ribeiro de Macedo Neto, da 2.ª Vara Cível da Comarca de Foz do Iguaçu, teve como base suposta falsificação da página 3 da edição 3.889, de 24 de agosto de 2001, do jornal A Gazeta do Iguaçu. A página teria sido enviada pelo IC&VB à Embratur como prova de publicação do edital de concorrência com a entidade nacional.

Porém, na edição que foi às ruas nesta data não constava nenhum edital do Convention, conforme apuraram jornalistas da Gazeta do Iguaçu. Advogados da diretoria executiva do IC&VB devem entrar essa semana com medida junto ao Tribunal de Justiça, em Curitiba, para tentar derrubar as determinações judiciais. Além da intervenção, o juiz expediu ainda um mandado liminar de lacração da sede e determinou o afastamento de toda a diretoria executiva da entidade. Em Foz do Iguaçu, advogados do Convention apresentaram Pedido de Reconsideração ao juiz na última segunda-feira, mas foi negado ontem.

Toda a investigação judicial que resultou na descoberta da fraude foi comandada pelo promotor Luiz Francisco Marchioratto, do Ministério Público do Paraná. Durante cerca de dois meses, depois de receber a denúncia inicial sobre a existência da página falsificada, o promotor colheu provas documentais e tomou depoimentos de diversas pessoas que poderiam estar envolvidas na confecção do impresso. Advogados do IC&VB em Foz do Iguaçu afirmaram desconhecer a suposta fraude apontada pelo Ministério Público.