Do lado dos empresários, afirma-se que ainda há sérias dificuldades para o preenchimento da cota de trabalho para pessoas portadoras de deficiência, o que seria provocado pela falta de profissionais capacitados, em razão da carência de formação básica.

Na opinião da advogada trabalhista e previdenciária do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco), Andreia Tassiane Antonacci, existe um desacordo entre a quantidade de vagas ofertadas no mercado pelas empresas, por imposição legal, e a falta de trabalhadores deficientes capacitados para preenchê-las.

Segundo informações do último Relatório Anual de Informações Sociais (Rais), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em maio deste ano, entre os anos de 2007 e 2010, o número de trabalhadores com deficiência formalmente empregados caiu 12%. Aproximadamente 42,8 mil vagas para pessoas com deficiência foram fechadas.

Para a advogada, essa desarmonia entre o crescimento do número de empregos formais e a redução das contratações de deficientes pode representar indícios de ilegalidade, uma vez que se as contratações aumentaram era de se esperar que o número de pessoas deficientes inclusas no mercado de trabalho também crescesse. Os baixos salários comparados às aposentadorias também são uma barreira para o aumento das contratações das pessoas com deficiência, na avaliação de Andreia.

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