Diante da ameaça de extinção do palmito, o governo do Estado está incentivando o setor produtivo para seu cultivo racional. Nos dias 16 e 17, será realizado o 2.º Encontro Paranaense sobre Palmitos Cultivados: o Agronegócio Pupunha e Palmeira-Real, em Umuarama.

A promoção é da Secretaria da Agricultura, Paraná 12 Meses, Emater, Iapar e Embrapa-Florestas, com apoio do Ministério da Agricultura, UEM, Unipar, Cocamar e Prefeitura. Participam produtores rurais, empreendedores, técnicos, pesquisadores e demais interessados, num total de 400 participantes da cadeia produtiva das regiões produtoras.

A programação dessa segunda edição do encontro, de realização bianual, segundo o engenheiro agrônomo Nelson Hauenstein, gerente regional da Emater de Umuarama, é para apresentar aos participantes as vantagens e limitações do agronegócio de palmitos cultivados. Haverá depoimentos de pessoas que atuam desde a produção até a industrialização.

A comissão organizadora pretende que o setor cresça para atender os mercados internos de palmito natural e industrializado em franca demanda por produto de qualidade, como também a exportação para 60 países com tradição de consumo e atrair os países ricos que ainda não consomem palmito. Para participar, os interessados devem procurar o escritório da Emater de São Tomé pelo telefone (44) 607-1124.

País produtor

O Brasil está entre os maiores produtores e consumidores de palmito do mundo, fato que acelerou a extração desenfreada de palmáceas nativas, iniciada na década de 40, quando o Paraná respondia pela produção nacional. O resultado foi a redução, de forma drástica, da espécie juçara, então presente na Mata Atlântica do litoral paranaense.

O Estado de Santa Catarina, também vem sofrendo o elevado extrativismo, buscou no início da década de 90 o cultivo da palmeira-real-da-austrália nas regiões litorânea e médio Vale do Itajaí, como substitutivo necessário da sua emergente agroindustrialização.

Os bons resultados obtidos pelos catarinenses entusiasmaram os produtores do Paraná, que passaram a cultivar esta espécie, aliada ao cultivo da pupunha sem espinho, outra palmácea originária da região amazônica do Peru, cultivada no País a partir da década de 80.