O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, afirmou nesta terça-feira que a taxa interna de retorno (TIR) do projeto do trem-bala poderá ser ampliada, de forma que esteja em patamares similares ao retorno assegurado às empresas que investirão em projetos rodoviários e ferroviários – poderia sair do patamar de 12% para entre 14% e 16%.

“Talvez, a gente traga o retorno do TAV (Trem de Alta Velocidade) para um patamar mais aderente ao modelo de rodovia e ferrovia porque, teoricamente, é um projeto que envolve mais risco”, afirmou. De acordo com Figueiredo, a TIR dos projetos de ferrovia deve ficar entre 15% e 16% e, nos de rodovias, entre 14% e 15%, na taxa de retorno ao acionista descontada a inflação.

Ele também destacou que eventuais alterações na TIR desses projetos estariam relacionadas a possíveis mitigações de risco. “Se tivermos uma TIR muito baixa, qualquer deslocamento do projeto gera um problema”, disse. “Essa decisão, a gente deve tomar agora e a partir dela o projeto vai para o TCU (Tribunal de Contas da União) e, então, começamos os leilões”, complementou Figueiredo, que participa nesta terça-feira do Seminário A Crise Econômica e o Futuro do Mundo – O que Aprendemos nos Últimos Cinco Anos e o que Esperar dos Próximos Cinco, promovido pela revista CartaCapital.

Embora destaque que algumas questões ainda estão em fase de análise, Figueiredo complementou que todos os leilões devem ser realizados ainda este ano. Até mesmo os projetos de ferrovias, considerados mais delicados pelo governo. “(Os projetos de) rodovia terão o edital publicado a partir de julho e os leilões começam em de agosto. Nas ferrovias, publicamos o edital em agosto e começamos o leilão em setembro. Em setembro, também temos o trem-bala”, disse.