A melhora das condições políticas e econômicas pavimentou o caminho para o governo brasileiro anunciar uma alta dos preços dos combustíveis antes do fim do ano, afirmam analistas do Eurasia Group, em nota distribuída nesta terça-feira, 08.

Dos fatores citados estão o fortalecimento do real – conduzido pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de adiar em setembro a redução do programa de estímulo econômico -, que reduziu o risco de aumento da inflação, e a recuperação dos níveis de aprovação da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de opinião. “O resultado disso é uma presidente desejando assumir um risco político de elevar os preços da gasolina a fim de melhorar o fluxo de caixa da Petrobras”, afirma o comunicado do Eurasia.

Além disso, a decisão da Moody’s de rebaixar o rating da petroleira estatal, que levou em conta o programa ambicioso de investimentos da companhia, forneceu um incentivo adicional para um aumento do combustível antes do fim deste ano, ressaltam os analistas.

Eles preveem também que um aumento similar dos preços poderá ocorrer no primeiro semestre do ano que vem, se as dinâmicas inflacionárias não se deteriorarem de maneira mais significativa.