Rio 

– O primeiro mandamento para quem pretende desembarcar em terras européias na próxima viagem de férias é deixar os dólares de lado e levar euros na carteira. A recomendação é de operadores de turismo, que alertam para as perdas com taxas de conversão de dólar para euro, na troca de moedas no exterior.

“Muitas vezes o turista compra dólares aqui e faz a troca na Europa. Não vale a pena porque bancos, corretoras ou agentes no exterior cobram taxas de conversão”, alerta Roberto Campeas, diretor financeiro da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav-Rio). Para sair do Brasil com euros no bolso, o ideal é procurar corretoras credenciadas pelo Banco Central.

“O ideal é levar sempre 30% da moeda do país de destino e o restante em travellers checks, por questões de segurança”, diz a operadora de câmbio da corretora On Time, Tatiana Ziegler, uma das credenciadas pelo BC.

Cada turista pode levar no bolso, sem restrições, o equivalente a 9.700 euros (cerca de US$ 10 mil) para a Europa. Acima deste valor é preciso declarar a saída de moeda estrangeira e o motivo.

A queda do dólar foi o principal fator para o aumento na procura de pacotes para a Europa, que já é 30% superior ao registrado em dezembro do ano passado, segundo algumas operadoras.

A Abav-Rio tem previsões um pouco mais modestas, de 15% a 20% de crescimento em pacotes para a Europa.

“Passado o efeito do período eleitoral, no ano passado, e da guerra no Iraque, este ano, houve um aumento de 30% nas vendas de pacotes para a Europa. Se a tendência de queda do dólar continuar, o mercado fará bons negócios”, diz Humberto Bruno, diretor da operadora de turismo CN Tours.