O Brasil fará uma campanha publicitária para promover a carne brasileira na União Européia (UE) que ontem ampliou restrições às importações do produto brasileiro. A campanha será mais intensa na Irlanda, país produtor de carne, e de onde partem as pressões para as barreiras européias. A informação foi dada pelo presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alessandro Teixeira.

De acordo com ele, a carne brasileira sofre uma sobretaxa de 176% e ainda assim tem mercado no bloco europeu, devido a sua alta qualidade. Os Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo estão proibidos de exportar carne para a UE. "É uma medida desnecessária e que vai prejudicar o consumidor europeu".

A campanha do Brasil custará em torno de US$ 10 milhões, e será veiculada por pelo menos seis meses. "A União Européia tem um sistema protecionista que quer proteger um setor arcaico. O Brasil nunca teve vaca louca. A vaca louca é de lá", disse Teixeira.

Entre janeiro e outubro, o Brasil exportou US$ 1,8 bilhão em carne bovina para a União Européia. Teixeira afirmou ainda que a política industrial não foi atrasada pela rejeição da CPMF no Senado, e que o governo não se pronunciou sobre aumento de impostos. "Não tem esse negócio de jogar a política industrial na parede", afirmou Teixeira em entrevista coletiva à imprensa, no I Encontro de Instituições de Comércio e Investimentos da América Latina e Caribe, promovido hoje pela Apex.