A Comissão Europeia aprovou hoje o pacote de socorro para Portugal, pavimentando o caminho para que os 27 países-membros da União Europeia (UE) assinem o acordo. Segundo o comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, os ministros das Finanças da UE deverão aprovar o programa de resgate numa reunião em Bruxelas, na próxima segunda ou terça-feira.

A Finlândia foi considerada um obstáculo possível ao resgate, mas Rehn minimizou a possibilidade numa conferência de imprensa, em Estrasburgo. “Acredito que a Finlândia pode apoiar o programa da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Portugal por uma questão de sustentabilidade econômica da UE como um todo”, destacou.

Segundo o comissário, com base no pacote de reformas econômicas exigidas para os empréstimos de emergência da UE e do FMI, o déficit orçamentário de Portugal deverá diminuir de 5,9% no fim de 2011 para 4,5% no próximo ano e, depois, para 3% em 2013. A taxa de juro sobre os empréstimos da UE para Portugal durante este período estará entre 5,5% e 6%, afirmou Rehn. O FMI disse na semana passada que a taxa de juros dos empréstimos seria de 3,25% nos primeiros anos. Rehn afirmou que a meta do programa é fazer com que Portugal volte ao mercado de capitais internacional antes do fim de 2013.

Grécia

Falando sobre o pacote de ajuda à Grécia, ele disse que a UE e o FMI completarão sua revisão do programa em meados da próxima semana. O exame vai avaliar a sustentabilidade da dívida da Grécia. Rehn acrescentou que seria prematuro discutir as necessidades da Grécia de refinanciamento em 2012.

No entanto, o comissário afirmou que os encargos da dívida grega são “realmente muito significativos”. Ele disse que o ajuste feito em relação ao ano passado para o déficit grego não deve ser subestimado, mas o próximo desafio do país é a implementação de mudanças estruturais na economia, incluindo privatizações. Rehn repetiu que a comissão apoia juros menores para os empréstimos emergenciais concedidos à Irlanda para ajudar o país a reduzir sua dívida. As informações são da Dow Jones.