Pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo (MTur), por meio do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), à Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou uma média de quase US$ 1 milhão movimentados por evento internacional realizado no País entre os anos de 2007 e 2008.

O levantamento abrangeu 36 eventos realizados em 14 cidades brasileiras, entre elas Curitiba e Foz do Iguaçu, e detectou também o perfil do turista de negócios – a maior parte norte-americanos, que visitavam o País pela primeira vez.

Em termos de impacto direto, os eventos pesquisados, que abrangem diversas áreas, injetaram US$ 34,9 milhões na economia nacional, dos quais U$ 21,5 milhões (61,5%) correspondem às despesas com hospedagem e alimentação. Também merecem destaque as atividades comerciais, com 12% do total dos gastos realizados pelos participantes.

“Os números mostram que este é um turista diferenciado, com nível escolar superior, alto poder aquisitivo e que busca praticidade, comodidade, atendimento e equipamentos de altamente qualificados”, constata o ministro do Turismo, Luiz Barretto, que apresentou o estudo Impacto Econômico dos Eventos Internacionais Realizados no Brasil, ontem, em São Paulo.

O gasto dos visitantes estrangeiros também gerou um valor agregado de US$ 16,3 milhões, dos quais US$ 11,3 milhões destinados a pagamento das remunerações dos trabalhadores e à geração de 1.563 empregos. Entre os entrevistados, 66,2% visitavam o País pela primeira vez.

“Isso faz com que a imagem desse turista sobre o País seja reforçada ou melhorada a partir dessa oportunidade”, observa Jeanine Pires, presidente da Embratur.

Os principais mercados emissores de turistas para estes eventos são os Estados Unidos, com 10,84%, seguido pela Argentina (8,12%), Alemanha (4,29%) e Inglaterra (4,25%).

O fato de o evento ser realizado no Brasil influenciou a vinda de 58% dos pesquisados. Do universo de pesquisa, 92,57% dos entrevistados afirmaram que gostariam de voltar ao País para atividades de lazer (75,6%) e negócios (28,9%). O estudo concluiu ainda que a maior parte dos eventos avaliados pertence aos segmentos médico (28%), de tecnologia (17%) e biotecnologia (11%).

Os certames se concentraram no Rio de Janeiro (30,5%) e em São Paulo (19,4%), seguidos por Recife, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Foz do Iguaçu, destinos dotados de infraestrutura pré-existente para o segmento.

O governo promete destinar R$ 440 milhões a projetos e ações para promover a certificação e a reciclagem do conhecimento de mais de 300 mil profissionais da cadeia turística e outros R$ 200 milhões em ações de promoção internacional, direcionadas segundo as especificidades e os interesses de cada país.