As exportações brasileiras de aço caíram 10,2% no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período no ano passado, enquanto a receita aumentou em 17%, chegando a US$ 3,5 bilhões no período. Segundo os dados informados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o volume de exportações atingiu a 5,6 milhões de toneladas. A entidade atribuiu a queda à prioridade do setor no atendimento do mercado interno, cuja demanda tem crescido substancialmente, e também à redução da atratividade dos preços no mercado internacional, em função da valorização do real sobre o dólar.

"Há uma tendência de crescimento da demanda no País este ano, devido ao excelente desempenho dos setores naval, de petróleo e gás natural. As empresas siderúrgicas devem priorizar o atendimento desse mercado", disse o presidente do IBS, Rinaldo Campos Soares. Segundo ele, há também um crescimento de demanda nos segmentos de construção civil e ainda no automotivo, devido à maior oferta de financiamento. Os dois setores, segundo o IBS, crescerem respectivamente 17,1% e 12%.

Preço médio

Os preços médios do aço no Brasil aumentaram em torno de 5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado, de acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia. Para ele, a tendência é de estabilidade dos preços do aço até o final deste ano.

Segundo o presidente do IBS, os aumentos nos preços do aço se devem principalmente à elevação dos custos nos últimos anos. Ele citou o exemplo do minério de ferro, que aumentou 79% em 2005, 29% no ano seguinte e 9% neste ano. "Além disso, temos, por exemplo, custos com a mão-de-obra que crescem em torno de 5% a cada ano, entre outros custos que independem de demanda aquecida", disse.