A balança comercial do agronegócio bateu novos recordes de exportação e saldo comercial positivo nos primeiros oito meses deste ano. Ancoradas no bom desempenho do complexo carnes, soja, açúcar e álcool, madeiras, lácteos e algodão, as vendas externas do setor alcançaram US$ 26,025 bilhões entre janeiro e agosto, o maior valor acumulado neste período em toda a história da série estatística, iniciada em 1989. O desempenho foi 35% superior aos US$ 19,255 bilhões registrados nos oito meses de 2003.

Segundo dados da Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as exportações do setor já somam US$ 37,408 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses de setembro de 2003 a agosto de 2004. O resultado ficou 27,2% acima do registrado no mesmo período.

O superávit comercial, também recorde histórico no período, atingiu US$ 22,831 bilhões, resultado 41,3% superior a 2003.

Nestes oito primeiros meses do ano, destacaram-se as exportações do complexo soja (+40%), carnes (+64,5%), madeiras (+54,5%), lácteos (+59,5%), café (32,8%), açúcar e álcool (+41%) e cereais, farinhas e preparações (+221%).

Agosto

A balança comercial fechou o mês com um saldo positivo acima de US$ 3 bilhões pelo quarto mês consecutivo. Em agosto, foram US$ 3,389 bilhões de superávit, 27,7% acima de agosto de 2003. Responsável por 32% do incremento das vendas no mês, o complexo carnes foi o maior destaque nas exportações do setor. As exportações alcançaram US$ 566,8 milhões, um resultado 71% superior aos US$ 331,2 milhões de agosto de 2003. No ano, as vendas do complexo carnes já somam US$ 3,561 bilhões (+64,5%).

O secretário de Produção e Comercialização, Linneu Costa Lima, destaca o aumento das exportações de carne bovina in natura (+142%) e de frango in natura (+33%) em agosto.

Houve crescimento das exportações para todos os continentes e blocos econômicos. Vendemos mais para União Européia (+2,7%); Ásia (+39,5%); Nafta, à exceção do México, (+36,7%); Oriente Médio (+91,85%); Europa Oriental (+0,75%); e Mercosul (+24%). Em termos de países de destino, registre-se o crescimento de 40% nas exportações para os Estados Unidos; Irã (109%); Itália (44%); e China (17%).