A produção da indústria do Paraná, em agosto, apresentou pequena reação diante da maioria das demais regiões do País, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os 3,2% de alta foram mínimos se comprados, por exemplo, aos 20,7% do Rio de Janeiro, 17,7% da Bahia e 17,5% do Espírito Santo.

Os resultados, diz o IBGE, confirmaram a “estabilidade” do setor e revelaram que a indústria está sendo sustentada pelo tripé de regiões com pelo menos um destes perfis: produtoras de petróleo e gás, agroindustriais ou essencialmente exportadoras. Dos 12 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6 registraram queda na produção em agosto, ante igual mês do ano anterior. São Paulo apresentou a quarta queda consecutiva, com redução de 6,6%, desempenho mais uma vez bem pior do que a média nacional (aumento de 0,9% no mês).

Estados que puxaram a produção em agosto – Rio, Bahia e Espírito Santo, têm exatamente a indústria exportadora, agroindustrial ou de petróleo com forte peso na produção total. Por outro lado, o fato de São Paulo depender especialmente do segmento metalmecânico, voltado para o desaquecido mercado interno, foi um dos principais motivos para que a indústria brasileira tenha ficado praticamente estagnada em agosto.

A indústria de São Paulo, que responde por 45% da produção total do País, apresentou resultados negativos também no indicador acumulado no ano até agosto, ante igual período de 2001 (-3,1%) e nos últimos 12 meses (-2,5%). Na comparação com agosto do ano passado, houve queda na produção em 13 dos 19 setores analisados.

Os resultados nas demais regiões pesquisadas foram os seguintes: Minas Gerais (3,3%), região Nordeste (5,2%), Santa Catarina (-9,1%), Ceará (-5,9%), região Sul (-2 5%), Pernambuco (-2,3%) e Rio Grande do Sul (-2,2%).