O Federal Reserve finalizou a decisão sobre quanto de capital adicional os oito principais bancos dos Estados Unidos precisam manter consigo, com o J.P. Morgan Chase tendo de realizar a maior elevação desse capital no grupo. A política adotada pelo banco central norte-americano tem como objetivo encorajar as companhias a reduzir seu tamanho ou seu perfil de risco.

O J.P. Morgan teria de enfrentar uma “sobretaxa” nesse montante de 4,5% sobre seus ativos de risco, de acordo com a regra final definida pelo BC. As outras sete empresas financeiras terão de elevar seus colchões de capital em entre 1% e 3,5%.

O J.P. Morgan já deu alguns passos para elevar o montante para cumprir a nova exigência, indicaram funcionários do Fed, dizendo que o banco está cerca de US$ 12,5 bilhões atrás da nova regra, que entra em vigor em 2019. Em dezembro, o vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, em um aparente descuido, revelou a informação de que o J.P. Morgan estava “cerca de US$ 21 bilhões” atrás do colchão de capital que iria ser requerido.

De acordo com os funcionários do Fed, os outros bancos atualmente já têm capital suficiente para atender à determinação.

O tamanho de cada requerimento adicional de capital para cada banco foi elaborado a partir do risco relativo de cada um deles, a partir de uma fórmula criada pelos reguladores internacionais e pelo Fed. Esse montante pode aumentar ou diminuir, diante de mudanças como o tamanho, a complexidade ou os vínculos com outros grandes bancos.

O conselho do Fed aprovou formalmente a decisão final por unanimidade, em reunião aberta nesta tarde.

O Fed divulga agora os detalhes da regra final, introduzida inicialmente em dezembro passado, quase cinco anos após o presidente Barack Obama firmar a lei de reforma financeira conhecida como Dodd-Frank. Para manter o espírito dessa legislação, os dirigentes do Fed disseram que essa economia tem como objetivo encorajar que os maiores bancos encolham e tomem outras medidas para reduzir os riscos e a ameaça de eventuais falências deles para o sistema financeiro.

Em declaração por escrito preparada para o encontro de hoje, a presidente do Fed, Janet Yellen, afirmou que um propósito crucial do aumento no montante que os bancos devem economizar é exigir que eles exibam os custos que sua eventual falência imporia aos outros. Segundo Yellen, os bancos precisam ou manter substancialmente mais capital, reduzindo a probabilidade de falência, ou diminuir sua importância sistêmica, reduzindo consequentemente o prejuízo que uma eventual falência teria para o sistema financeiro.

Os bancos terão de atender à nova exigência de economia com ações ordinárias, consideradas a maior forma de capital regulatório, porque elas podem absorver perdas diretamente. O novo montante será somado ao que os bancos já precisam manter, equivalente a 7% de capital em ações ordinárias. Fonte: Dow Jones Newswires.