O Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, decidiu hoje manter os juros básicos em 1%. É a segunda reunião consecutiva que a instituição segura a taxa – a mais baixa dos últimos 45 anos.

A decisão do comitê de política monetária do Fed não surpreendeu o mercado, que já esperava a manutenção dos juros. Durante o último encontro do Fed em agosto, a instituição sinalizou que poderia segurar os juros baixos pelo tempo que fosse necessário para que a economia desse sinais sólidos de retomada.

Os especialistas afirmam que já há sinais de crescimento da economia dos EUA, mas o avanço não foi suficiente para criar novos empregos. Pelo menos 6,1% da PEA (População Economicamente Ativa) está desocupada e os pedidos de seguro-desemprego continuam na casa dos 400 mil por semana.

O descompasso entre os primeiros sinais de crescimento e a geração de postos de trabalho ajuda a elevar a ameaça de deflação e impede uma avanço mais expressivo da economia do país.

Inflação

Outro problema enfrentado pelo Fed é a inflação baixa. Pesquisa divulgada hoje pelo Departamento de Trabalho dos EUA mostra que o CPI (sigla em inglês para índice de preços ao consumidor) subiu 0,3% em agosto. Na comparação entre agosto deste ano e o mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,3%. Esse foi o menor resultado registrado nos últimos 37 anos na comparação dos últimos 12 meses.

Para os especialistas, a alta do CPI, que é a principal medida da inflação no país, está abaixo do esperado e mostra que as empresas não estão conseguindo elevar os preços para não perder clientes.

Sem poder aumentar o valor do produtos e serviços, as margens de lucro ficam mais apertadas e não há novas contratações. O aumento do desemprego e o aperto nos salários reduz o consumo impedindo o crescimento.