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Trilhos da Ferroeste em Mato Grosso e Santa Catarina.

O projeto de ampliação da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A – Ferroeste, dentro do Estado e em municípios do Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, começa ganhar corpo. Ontem os governadores dos três estados estiveram com os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e dos Transportes, Alfredo Nascimento, e assumiram o compromisso político de concluir o projeto da ferrovia, que prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão.

Atualmente a Ferroeste tem 248 quilômetros que liga o Oeste a região Centro-Sul do Paraná. Pelo novo traçado, a ferrovia será acrescida de mais 400 quilômetros de trilhos, denominado Corredor Oeste, ligando por ferrovia as cidade sul mato-grossenses de Maracaju, Dourados e Mundo Novo, às cidades paranaenses de Guaíra, Cascavel, Guarapuava, Curitiba e Paranaguá.

Além disso, uma nova linha deve promover o transporte de carnes da região Oeste catarinense e Sudoeste paranaense para os portos de Paranaguá (PR), São Francisco e Itajaí (SC), propiciando o aprofundamento da integração logística e comercial entre os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná com o estado de Santa Catarina. A estimativa do custo dos trechos de interesse dos três estados está orçado em R$ 2 milhões o quilômetro. A previsão é o investimento chegue a R$ 1,3 bilhão até 2011, e após 2015 a R$ 2,97 bilhões.

Durante o encontro com os ministros o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli observou que a estrada de ferro será construída em áreas desmatadas na década de 1970, para o plantio de soja. O próprio Puccinelli apresentou estudo mostrando que a ferrovia estará ligada por estradas de Maracaju a Cuiabá e que o frete de uma tonelada de grãos com a ferrovia custará US$ 31,37, valor 38,4% menor que o cobrado em rodovias.

Segundo o diretor presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, o projeto de extensão da ferrovia também prevê a participação da empresa numa frente ferroviária internacional para a interligação ferroviária do Brasil com Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile. Nesse trecho até a fronteira seria criado o Corredor Ferroviário Bioceânico Paranaguá/Pontal do Paraná – Antofagasta – Mejillones del Sur (Chile). Segundo Gomes, o governo federal solicitou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estudo de viabilidade sobre o corredor ferroviário bioceânico ligando os portos de Paranaguá a Antofagasta.