Com a intermediação da diretoria da Ferroeste, foram iniciadas as negociações entre a Ferropar, através do interventor Saulo de Tarso Pereira, e a América Latina Logística (ALL) para o estabelecimento de um plano de emergência para a operacionalização da ferrovia que liga Guarapuava a Cascavel. O plano valerá durante os seis meses de duração da intervenção. O plano emergencial será formalizado em um acordo entre a Ferropar e a ALL.

A iniciativa da Ferroeste em aproximar a Ferropar e a ALL deve-se ao fato de que a insuficiente frota – vagões de locomotivas – da Ferropar estabeleceu uma dependência muito grande da empresa em relação à ALL. ?A Ferropar conta hoje com 55 vagões, dos 732 que deveria ter em operação, e possui 4 locomotivas, das 60 que se obrigou a colocar à disposição dos produtores do Oeste?, aponta o diretor jurídico, administrativo e financeiro da Ferroeste, Samuel Gomes.

Desses 55 vagões, revela Gomes, apenas 23 estão operando, porque os demais estão paralisados por falta de manutenção. Das 4 locomotivas, apenas uma opera, porque as outras três estão avariadas. ?Por isso, a Ferropar só consegue transportar 1% dos volumes estabelecidos no contrato firmado com o Estado do Paraná?, constata o diretor.

Diagnóstico

O interventor da Ferropar, Saulo Pereira, entregou à diretoria da Ferroeste o primeiro relatório da intervenção da empresa. ?É ainda um relatório preliminar, já que não houve tempo hábil para que o interventor realizasse um diagnóstico mais aprofundado?, explica Samuel Gomes. ?Porém, já foram feitos os contatos com clientes e funcionários, tranqüilizando-os que a empresa continua operando normalmente?, acrescenta.

Gomes ressalta que a diretoria da Ferroeste pediu ao interventor a elaboração de relatórios periódicos. ?O conhecimento de toda a estrutura e logística da empresa Ferropar é importante para construirmos planos que atendam a demanda do transporte de carga do Oeste.?