A captação com Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE) 2 está em R$ 460 milhões e deve subir para R$ 4 bilhões nos próximos meses, com a solução de uma questão relacionada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em relação a garantias. O diretor do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) Celso Antunes da Costa afirmou que a instituição espera que o INSS permita a checagem de informações referentes a empréstimos consignados para os beneficiários dados pelos bancos ao FGC como garantia dos DPGEs.

“Só aceitamos ativos que temos condições de checar se existem ou não. Preciso que o INSS permita que eu entre no sistema dele para ver se o empréstimo existe. Essa não é a prioridade do INSS. Temos de respeitar isso. A questão está sendo resolvida”, afirmou. “Isso vai entrar tão logo o INSS tenha condições de nos atender.” Hoje, há sete instituições captando nessa modalidade e outras sete em processo de homologação, que devem começar a captar nos próximos dias, segundo Antunes. Em relação ao DPGE 1, o valor captado atingiu teto de R$ 26 bilhões e hoje está um pouco abaixo disso, segundo o FGC.

Entidade privada

O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Anthero Meirelles, afirmou nesta terça-feira que o FGC deve ser mantido como uma entidade privada. A afirmação foi feita durante seminário sobre resolução bancária, em resposta a uma pergunta da plateia. “O Brasil encontrou uma boa solução, considerando os limites e entraves existentes na área pública, com a construção de um fundo privado, que tem funcionado de maneira articulada, de forma complementar, com a autoridade reguladora”, afirmou.

“É um modelo que tem funcionado. Deveríamos manter o modelo, mesmo no novo arcabouço legal institucional.” Segundo Meirelles, o fundo tem condições de agir rapidamente, o que é fundamental no processo de resolução bancária. Ele destacou ainda que o fundo teve papel “importantíssimo” durante e após a crise de 2008 em relação ao sistema financeiro nacional.