O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) prevê captação de R$ 15 bilhões com o desenvolvimento de um novo instrumento que vai aceitar como garantias carteiras de crédito de pessoa jurídica. A informação é do diretor do FGC, Celso Antunes da Costa. O instrumento é voltado para instituições que operam apenas com pessoas jurídicas, em especial no segmento de “middle market”, e que não têm fluxos constantes de empréstimos.

Será criado algo no formato do Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE) 2, que só aceita como garantia carteiras de consignado e veículos. “Essa linha já existe, mas para os bancos que trabalham com carteiras de fluxo constante”, afirmou. O instrumento vai seguir o modelo do DPGE 2. Ou seja, as instituições poderão captar até R$ 20 milhões por cliente, oferecendo garantia do FGC aos depositantes. Para isso, devem entregar carteiras de crédito ao fundo e pagar uma taxa de 0,30% ao ano.

“Estamos na reta de chegada. Dentro de 30 dias ou mais devemos estar com isso pronto”, afirmou, durante seminário sobre resolução bancária organizada pelo Banco Central (BC). Em sua apresentação, Antunes citou a data de julho de 2013 como prazo mais provável para entrada em operação do novo instrumento.