Após 11 semanas em queda, o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) voltou a subir e mostrou aumento de 0,17% na primeira quadrissemana de setembro, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou bem distante da apurada no IPC-S anterior, de até 31 de agosto, quando o indicador caiu 0,08%.

De acordo com a FGV, das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, quatro apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, da quarta quadrissemana de agosto para a primeira prévia de setembro. As classes de despesa que apresentarem inflação mais intensa, fim de queda de preços ou deflação mais fraca foram vestuário (de -0,40% para -0,24%), educação, leitura e recreação (de -0,07% para 0,05%), despesas diversas (de 0,09% para 0,15%) e alimentação (de -0,64% para 0,21%).

Ainda segundo a FGV, esta última classe de despesa foi a que mais contribuiu para o fim da queda do IPC-S. Entre os alimentos, foram registradas quedas de preços mais fracas ou aceleração de preços em produtos importantes, como hortaliças e legumes (de -6,76% para -2,86%), frutas (de -2,46% para -0,51%) e carnes bovinas (de 2,42% para 3,34%).

Duas classes de despesa apresentaram desaceleração de preços no mesmo período. É o caso de habitação (de 0,26% para 0,23%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,25% para 0,22%). Já o grupo transportes manteve a mesma taxa de elevação de preços no período, de 0,15%. Entre os produtos pesquisados para cálculo do índice, as mais expressivas altas até a quadrissemana encerrada em 7 de setembro foram apuradas em tomate (9,65%), banana prata (10,58%) e alho (5,13%). Já as maiores quedas ocorreram em batata-inglesa (recuo de 19,52%), cebola (baixa de 32,26%) e mamão papaia (queda de 15,66%).