A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou para 0,64% na segunda quadrissemana de novembro (porcentual calculado com base nos preços coletados entre os dias 16 de outubro e 15 de novembro de 2013), informou nesta segunda-feira, 18, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou 0,01 ponto porcentual acima do registrado na leitura imediatamente anterior, quando o indicador apresentou variação de 0,63%.

Das oito classes de despesas analisadas, quatro registraram acréscimo em suas taxas de variação: Habitação (de 0,61% para 0,78%), Vestuário (de 0,43% para 0,78%), Comunicação (de 0,64% para 0,81%) e Despesas Diversas (de 0,52% para 0,74%).

Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (de 1,14% para 0,99%), Transportes (de 0,06% para 0,01%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,61% para 0,53%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,46% para 0,41%).

O grupo Habitação, que avançou de 0,61% na primeira leitura de novembro para 0,78% na segunda quadrissemana do mês, foi o que mais contribuiu para a aceleração do IPC-S. O indicador geral subiu 0,01 ponto porcentual entre os dois períodos, de 0,63% para 0,64%.

Os itens com as maiores influências positivas para o IPC-S foram tomate (apesar do recuo de 29,65% para 23,65%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,77% para 1,75%), aluguel residencial (de 0,83% para 0,86%), refeições em bares e restaurantes (de 0,44% para 0,46%) e condomínio residencial (de 0,82% para 1,11%).

Já os itens com as maiores influências negativas foram o leite tipo longa vida (passou de -2,13% para -2,72%), gasolina (de -0,58% para -0,59%), mamão papaia (de -14,14% para -14,43%), automóvel usado (de -0,40% para -0,48%) e cebola (de -15,98% para -8,34%).

Dentre os grupos que registraram acréscimo em suas taxas de variação, a FGV também destacou o comportamento dos itens tarifa de eletricidade residencial (que passou de 0,77% para 1,75%), no grupo Habitação; roupas (de 0,41% para 0,79%), no grupo Vestuário; tarifa de telefonia móvel (de 1,16% para 1,33%), no grupo Comunicação; e cigarros (de 0,48% para 1,11%), no grupo Despesas Diversas.