Em meio ao desafio de diminuir os atritos com o governo brasileiro, o secretário do Tesouro americano, Paul O?Neill, declarou hoje (5%) que, com a aprovação do chamado ?fast track? pelo Congresso de seu país, os Estados Unidos contam agora com o instrumento que precisavam para concluir as negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

O tema consumiu parte da conversa do secretário com o presidente Fernando Henrique Cardoso, que defendeu a negociação de um acordo equilibrado na Alca, capaz de ampliar os mercados para as exportações brasileiras.

Ainda hoje, entretanto, o Itamaraty constatou mais um ponto de preocupação no texto do fast track, que pode aumentar as dificuldades para a conclusão da Alca. Desta vez, trata-se de uma cláusula que prevê o monitoramento das variações cambiais nos países que firmarem o acordo.

O fast track ou Trade Promotion Authority (TPA) foi o mandato concedido pelo Congresso americano para o Executivo concluir acordos comerciais nos próximos cinco anos. Uma vez fechados, o Congresso dos Estados Unidos poderá aprová-los ou rejeitá-los na íntegra – mas nunca alterar seus termos.

?O presidente (George W.) Bush disse muitas vezes que a prosperidade de todos os povos das Américas está irremediavelmente vinculada?, afirmou O?Neill. ?Com a aprovação da TPA pelo nosso Congresso, o presidente Bush e a administração agora terão o instrumento crucial para concluir a Alca, com aumento do fluxo de bens e de idéias entre nossos cidadãos e com o desenvolvimento das condições econômicas no nosso Hemisfério.?