Em nota divulgada no final da tarde desta terça-feira (15), a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), informou que repudia qualquer tentativa de reajuste do salário mínimo regional em níveis muito superiores aos índices oficiais de inflação. “Representante de mais de 42 mil indústrias que respondem pela geração de 750 mil empregos diretos, a Fiep entende que a imposição de pisos salariais artificiais, descolados da realidade, pode afugentar investimentos do Paraná, criando oportunidades de negócios em outras regiões do País”, diz o comunicado.

A entidade cita que, atualmente, o Paraná já possui o maior salário mínimo estadual do Brasil. “A Fiep, por princípio, defende a livre negociação entre empresários e trabalhadores, levando em conta as características específicas de cada categoria profissional e as peculiaridades das diferentes regiões paranaenses”, enfatiza a nota.

No entendimento da Fiep, não é papel do Estado interferir na relação entre empregadores e empregados. “Tal interferência, ao estabelecer marcos referenciais distantes das realidades setoriais e regionais, influencia nas negociações coletivas, constrangendo a liberdade de diálogo entre sindicatos empresariais e de trabalhadores”, alega.

Apesar de repudiar qualquer interferência que crie condicionantes para as negociações salariais, a Fiep salienta que não ignora a existência do piso regional. Mas defende que o reajuste não ultrapasse o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período por entender que, desta forma, “serão amenizados os efeitos danosos que o salário mínimo regional pode causar na economia paranaense”.