A emenda aprovada nesta quinta-feira pelo Senado dos Estados Unidos, que revoga os subsídios concedidos para a indústria de etanol, continuará sendo avaliada pelos legisladores do país e pode não entrar em vigor. Com a aprovação de hoje, a emenda foi incluída em um projeto de lei que visa a renovar o programa de direcionamento de recursos federais para regiões menos favorecidas do país, na tentativa de ajudar a atrair investimentos privados. Mas, de acordo com a agência Dow Jones, mesmo se essa lei for aprovada no Senado, a expectativa é de que não passe pela Câmara. Isso limitaria a aprovação de hoje a um caráter puramente simbólico.

A emenda foi aprovada por um grupo de 40 senadores do Partido Democrata e 33 do Partido Republicano, que se uniram para apoiar o fim dos subsídios ao etanol. Desse modo, a medida que inclui a revogação dos subsídios de US$ 6 bilhões por ano destinados aos produtores de etanol do país foi aprovada por 73 votos a 27. Esse valor corresponde ao crédito tributário de US$ 0,45 por galão de etanol misturado à gasolina nos Estados Unidos e à tarifa de US$ 0,54 que é cobrada sobre cada galão de álcool estrangeiro importado, inclusive do Brasil.

Além de sinalizar a insatisfação de um grande grupo de senadores com relação aos gastos do governo junto ao setor de etanol, a aprovação da emenda hoje pode influenciar também as importantes negociações sobre o orçamento dos Estados Unidos para o próximo ano fiscal. Ao votar a favor do fim dos subsídios, os senadores do Partido Republicano podem ser acusados de apoiar a elevação de impostos, já que o fim do incentivo aumentaria os custos dos produtores de etanol. Os legisladores republicanos são contra a elevação de impostos como forma de lidar com o déficit orçamentário e a dívida acumulada. As informações são da Dow Jones.