O principal destaque do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em São Paulo na primeira quadrissemana de março, de -0,02%, foi o movimento do grupo Alimentação, que desacelerou o ritmo de deflação de 0,98% para 0,63%. “Apesar de o grupo continuar em queda, os produtos in natura passaram a subir. Essa alta não foi o bastante para acabar com a deflação do grupo, mas foi o principal movimento”, explicou o coordenador do IPC, Rafael Costa Lima.

O segmento de in natura saiu de um recuo de 0,26% no fechamento de fevereiro para alta de 1,15% na primeira quadrissemana de março. Na abertura, o grupo Frutas acelerou o avanço, de 1,59% para 3,54%, e o de Legumes perdeu fôlego de queda, de -7,53% para -6,31%. Tubérculos, por sua vez, tiveram forte reversão (-2,04% para +1,98%).

De acordo com Costa Lima, Alimentação não deve perdurar em baixa ao longo do mês. Na segunda prévia, a expectativa é de recuo de 0,22% para o grupo e de inversão para alta, de 0,10%, na terceira leitura. Para o fechamento do mês, a Fipe estima aumento de 0,35%. “Não seria uma alta tão expressiva, mas é uma reversão importante, considerando a queda de 0,98% em fevereiro”, disse o coordenador.