O Índice Geral de Serviços (IGS) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) acelerou para alta de 0,91% em agosto, ante avanço de 0,55% em julho.

Habitação, que é o componente de maior importância do índice, com ponderação de 48,3%, registrou inflação de 1,56% em agosto. Essa alta sofreu forte influência dos preços da energia elétrica, que subiram 11,76% no mês. Vale lembrar, no entanto, que a redução de 3,59% na conta de telefone fixo compensou, em parte, a alta da energia elétrica no indicador.

Desse modo, a elevação do IGS ficou acima da variação de 0,34% em agosto do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo. Em julho, o IPC avançou 0,16%.

Núcleos

Apesar de o IPC ter acelerado de 0,16% em julho para 0,34% em agosto, os núcleos perderam força. O índice de exclusão, que desconsidera os preços dos alimentos no domicílio e os monitorados, registrou variação positiva de 0,24% em agosto na comparação com julho, inferior à alta de 0,42% na passagem de junho para julho. No acumulado em 12 meses, a taxa do núcleo também desacelerou em agosto e recuou para 6,39%, de 6,50%, embora permaneça acima do índice geral do IPC no mesmo período, que acumula alta de 5,49%.

Em relação ao tradicional núcleo de médias aparadas com suavização, a variação mensal foi de 0,14% em agosto, de 0,29% em julho. No acumulado em 12 meses, esse núcleo também caiu e ficou em 4,09%, de 4,21%.