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Movimento terá impacto imediato na fronteira.

Os fiscais federais agropecuários retomaram a greve, em todo o País. Em junho, esses servidores do Ministério da Agricultura pararam por 11 dias. Eles somente voltaram ao trabalho depois que o governo federal sinalizou resposta às reivindicações. O prazo dado foi de 20 dias, finalizado no último dia 17. Ainda sem proposta ?aceitável?, a nova paralisação começou ontem e não tem prazo para terminar.

De acordo com o presidente da Associação dos Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da Agricultura no Paraná (Affama-PR), Clemente Martins, a decisão de retomar o movimento foi tomada ?em razão do governo não ter apresentado nada que satisfizesse a categoria?.

Segundo ele, o prazo de 20 dias foi dado para que uma proposta satisfatória fosse apresentada. Porém, como comenta Martins, ?às 22h35 do último dia do prazo, o Ministério da Agricultura mandou uma proposta?. ?Propuseram reajuste de 12%, divididos em quatro parcelas, das quais a primeira seria paga em julho de 2008, o que ofendeu a categoria; além de proporem a desvinculação da nossa gratificação, que atualmente é ligada ao salário base?, reclama Martins.

Ainda de acordo com o representante dos fiscais federais agropecuários no Paraná, as reivindicações da categoria são a reestruturação remuneratória; uma tabela nova, que contemple valores do início ao fim da carreira; uma escola de aperfeiçoamento dos fiscais; e a contratação de novos fiscais. ?No último levantamento, de 2006, especificamente da área animal, na qual atuo, era preciso mais 66 fiscais. Eles mandaram apenas 12 para o Paraná?, comenta.

Apesar de anunciar que serão mantidos os 30% de atendimento, exigidos por lei, Martins afirma que os reflexos da paralisação são notáveis. ?No primeiro dia não é possível sentir. Porém, como vimos na primeira greve, o reflexo maior ocorre na área de importação e exportação de produtos agropecuários, em portos, aeroportos e postos de fronteiras; além de atingir também as atividades dos frigoríficos?, conclui.

Segundo o representante da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, com a greve, a economia do Estado pára. ?Indiretamente, atinge os exportadores de carne de frango, soja e outros que precisam do laudo. Só espero que governo e fiscais resolvam logo isso?, afirma. O Porto Seco de Foz do Iguaçu e o Porto de Paranaguá disseram que ainda não houve qualquer reflexo nas operações.