O acordo fechado neste sábado pelo G-20, grupo que reúne países industrializados e os principais emergentes, representa uma ampliação histórica do papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) na supervisão monetária global e na prevenção de crises financeiras, disse o diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn.

“Hoje é claramente o dia do FMI”, disse Strauss-Kahn a jornalistas após a reunião de dois dias dos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do grupo, em Gyeongju, Coreia do Sul.

Ele se referia particularmente à reforma de governança do FMI acordada pelo G-20 para estender o papel concedido ao Fundo na monitoração dos desequilíbrios nas contas de transações correntes, bem como ao progresso feito pelo G-20 sobre redes globais de segurança financeira. Essas redes incluem linhas de crédito novas e aperfeiçoadas para o FMI, que dão ao Fundo novas ferramentas para evitar potenciais crises financeiras, disse Strauss-Kahn.

Strauss-Kahn disse que o FMI tem respaldo político suficiente para cumprir sua missão ampliada de supervisão financeira. “Não podemos obrigar os países a fazerem qualquer coisa. O que podemos fazer é reconhecer que os países têm compromissos. Agora temos a força política para fazer isso”, disse Strauss-Kahn. Os relatórios do FMI, que avaliarão o impacto das políticas de um país sobre os demais, terão um papel fundamental no missão ampliada de vigilância do Fundo, acrescentou.

Em seu comunicado final, os membros do G-20 prometeram manter seus desequilíbrios na conta de transações correntes em “níveis sustentáveis”, numa aposta para ampliar a coordenação de políticas e reduzir as tensões nos mercados cambiais. O FMI recebeu a tarefa de determinar a natureza dos persistentes desequilíbrios em países específicos. As diretrizes ainda serão especificadas e o G-20 não chegou a fixar metas numéricas precisas para os desequilíbrios. As informações são da Dow Jones.