Os altos preços do petróleo constituem uma ameaça à economia mundial, disse ontem o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Rodrigo Rato. ?Os preços certamente se converteram em uma ameaça para a economia mundial?, disse Rato, durante a sessão de apresentação dos temas que serão discutidos na assembléia anual do Fundo, a ser realizada neste fim de semana, em Washington.

O problema que o mercado petrolífero enfrenta atualmente se deve ?não apenas à demanda, mas também às limitações ligadas ao fornecimento, em particular à capacidade de refino?, que hoje são insuficientes, segundo Rato. ?É preciso ter isso em mente não apenas do ponto de vista político, mas também dos bancos centrais e das autoridades de regulamentação monetária.?

O preço do barril disparou no mês de agosto devido à interrupção da produção nas plataformas e refinarias do golfo do México, que abastecem de combustível e destilados o mercado norte-americano, com a passagem do furacão Katrina. No último dia 30, o barril chegou a registrar o preço recorde de US$ 70,90 – maior já atingido na Bolsa Mercantil de Nova York desde que lá passou a ser negociado, em 1983.

O preço do petróleo recuou ontem, com a notícia de que o furacão Rita, que ruma para o Estado do Texas, já perdeu um pouco de sua força e deve enfraquecer ainda mais quando atingir a terra, o que deve acontecer na noite de hoje.

O barril para entrega em novembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, encerrou o dia cotado a US$ 66,60, baixa de 0,3%.

A notícia da perda de força do Rita, que, de categoria 5 na escala Saffir-Simpson (considerada ?catastrófica?) passou para 4, ajudou a diminuir um pouco a pressão sobre as cotações, mas o risco de que a produção das refinarias do Texas seja atingida ainda é grande.