O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial afirmaram em comunicado conjunto que apoiarão uma redução de US$ 4,6 bilhões na dívida da Libéria, incluindo US$ 1,5 bilhão de credores multilaterais. No comunicado, as diretorias do FMI e do Banco Mundial disseram que a pobre nação africana, que começa a se recuperar da devastação provocada por uma prolongada guerra civil, “têm implementado com sucesso sua estratégia de redução a pobreza e mantido um ambiente macroeconômico estável, apesar da crise econômica global”.

Os dois órgãos afirmaram que o caminho da Libéria rumo à estabilidade econômica e social seria facilitado pelo perdão da dívida. “Nós aprovamos os esforços feitos pela Libéria para obter esse perdão. Isso vai ajudar a atrair novos investimentos e gerar oportunidades muito necessárias”, disse Chris Lane, chefe da missão do FMI para a Libéria. “A Libéria pode agora mobilizar recursos adicionais para reconstruir a malha rodoviária e o sistema de fornecimento de eletricidade, gerando a infraestrutura necessária para permitir um crescimento econômico, enquanto continua a expandir os sistemas de assistência médica e educação”.

Lane afirmou ainda que a Libéria também poderá desenvolver futuramente seu próprio mercado financeiro e canalizar a poupança privada para usos produtivos. As informações são da Dow Jones.