O chefe da missão do FMI (Fundo Monetário Internacional), Charles Collyns, disse que irá recomendar a aprovação da revisão do acordo que o Brasil tem com o Fundo. “A performance da economia continua muito bem e estou feliz em voltar e recomendar a aprovação do acordo, esperado para meados de dezembro”, disse Collyns, que é diretor-adjunto do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo e chefia a missão que está no Brasil para a nona revisão do acordo.

Se aprovada, o Brasil terá direito de sacar uma parcela de US$ 1,4 bilhão. No entanto, o governo não é obrigado a tomar esse dinheiro emprestado e já optou por essa alternativa outras vezes, por considerar o empréstimo de caráter preventivo.

Ontem, o ministro Antônio Palocci (Fazenda) disse que “é possível que no ano que vem nós não tenhamos (acordo com o FMI)”. No entanto, afirmou que o País continuará a fazer superávit primário (receitas menos despesas, excluídos gastos com juros) para o pagamento da dívida pública.

Entre janeiro e setembro, o setor público (União, estados, municípios e estatais) economizou R$ 69,771 bilhões para o pagamento de juros. A meta com o FMI para o período era de R$ 56,9 bilhões.

O acordo entre o Brasil e o Fundo foi fechado no período de transição entre os governo FHC e Lula, em 2002. Em dezembro do ano passado, esse acordo foi prorrogado para março de 2005. Se for considerada apenas a renovação, essa é a quarta revisão.

A próxima revisão ocorre no início do ano que vem.