O Fundo Monetário Internacional (FMI) sugere a adoção do euro por todos os países do Leste Europeu que fazem parte da União Europeia (UE) como forma de salvar a região da pior crise desde o fim do comunismo, informou o jornal britânico Financial Times, citando documento confidencial do FMI. “Para os países na UE, a euroização oferece o maior benefício em termos de uma solução para sua dívida em moeda estrangeira, removendo incertezas e restaurando a confiança”, afirma o FMI, em seu levantamento técnico.

A forte flutuação das moedas de Hungria, República Checa e Polônia está transformando a vida das fronteiras, enquanto as economias do Leste Europeu devem sofrer uma contração de 2,5% em 2009. A “euroização” da região é considerada como inaceitável pelo Banco Central Europeu (BCE), enquanto as condições básicas não forem atendidas. O estudo do FMI sugere que a UE deveria relaxar os critérios de adesão ao euro, moeda que hoje circula em 16 países. Entre os países do Leste Europeu, apenas a Eslováquia conseguiu reunir até agora condições para aderir à moeda única.

A queda das moedas locais está aprofundando ainda mais a crise na região. Polônia, Romênia e República Checa, além dos húngaros, são membros da UE, mas não adotam o euro e suas moedas flutuam livremente. Desde o início da crise, a fuga de investimentos e de capital da região fez com que suas moedas tivessem a pior desvalorização entre todos os países. Só o zloty, da Polônia, se desvalorizou 28% em relação ao euro. O forint, na Hungria, caiu em 20%, contra 11% da koruna checa.

Para as contas públicas, isso significou que a dívida explodiu e afastou a região ainda mais dos critérios para adoção do euro. Para 2009, a rolagem da dívida do Leste Europeu será de US$ 413 bilhões. Mas, com dificuldades para ter acesso a créditos, a região deve sofrer uma alta de seu endividamento.