A nova proposta de reajuste do salário mínimo feita pelo relator da Comissão Mista de Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), foi bem avaliada pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. O valor inicial, de R$ 407,33, foi elevado para R$ 408,90, e passaria a ser pago a partir de abril.

O cálculo é feito com base no projeto de lei 42/07, que estabelece como regras para a correção a inflação do ano anterior medida pelo INPC, acumulada em 4,15% até novembro, mais a taxa de crescimento do PIB de dois anos anteriores, apurada pelo IBGE em 3,8% em 2006.

Paulinho ressaltou que vai aguardar o fechamento do INPC de 2007 para conferir se a lei, resultado de um acordo entre as centrais e o governo, foi cumprida. Embora considere o valor distante das necessidades do brasileiro, Paulinho que o cumprimento da lei ao longo dos anos é mais importante do que dobrar o mínimo de um ano para o outro.

"Se o valor bater com o cálculo feito pelas centrais, vamos concordar, porque fizemos um acordo com o governo que estabelece esse cálculo até 2023 ", disse.

Segundo ele, o mínimo ficou defasado devido a sucessivos anos sem correção da inflação, e caso o valor tivesse sido corrigido desde sua criação, em 1940, estaria hoje em R$ 1.540. "Ele ficou muito defasado, mas o melhor caminho para recuperar seu poder de compra é obter aumentos reais todos os anos, como tivemos nos últimos quatro anos.

"Os acordos fechados pelos sindicatos para obter aumentos reais para a grande maioria das categorias profissionais e os reajustes do salário mínimo são os responsáveis pelo aumento da renda e do consumo das famílias, que impulsionaram o crescimento econômico", disse Paulinho.