O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 0,8% em julho ante junho, após alta de 0,6% em junho ante maio, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na comparação com julho de 2006, o índice subiu 6,2%. Essa é a 22ª edição do indicador, calculado com base nos resultados da pesquisa Sondagem das Expectativas do Consumidor. O índice é composto por cinco quesitos da sondagem.

Com o resultado, o desempenho do indicador, que é calculado com base em uma escala de pontuação entre 0 a 200 pontos (sendo que, quando mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), passou de 109,1 pontos em junho para 108,2 pontos em julho. "Após dois meses em alta, o índice retorna ao patamar de maio", diz a FGV em comunicado.

O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual que subiu 2,2% em julho ante junho, ante elevação de 1,5% em junho ante maio; e o Índice de Expectativas, que teve queda de 2 4% em julho ante junho, ante alta de 0,15% em junho ante maio. Na comparação com julho do ano passado, o primeiro indicador, de situação atual, subiu 5,4% em julho deste ano; já o indicador de expectativas teve alta de 6,5% em julho deste ano, ante igual mês do ano passado.

Ao detalhar os resultados desses dois indicadores, a FGV informou que a proporção de consumidores que avaliam a situação econômica da cidade em que residem como boa elevou-se de 11,5% para 12,6%, de junho para julho. No mesmo período, a parcela dos entrevistados que a consideram ruim diminuiu de 40,5% para 38 7%. "Em relação às perspectivas para a situação econômica local nos próximos meses, a proporção dos informantes que prevêem melhora reduziu-se de 28,8% para 25,1%. A dos que prevêem piora aumentou de 7,3% para 8,5%. Esse foi o quesito que mais influenciou na queda do ICC em julho, em relação ao mês anterior", detalhou a instituição.

O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 2 e 20 de julho.