Depois de muito sobe e desce no início do dia, a Bovespa deixou para o final da tarde a definição de rumo. E ele foi de queda, interrompendo uma sequência de ganhos. O recuo, no entanto, foi tímido, já que Petrobras conteve o índice. Vale e BM&FBovespa, no entanto, caíram.

O Ibovespa terminou o dia com perda de 0,32%, aos 66.341,39 pontos. Na mínima, registrou 66.117 pontos (-0,66%) e, na máxima, os 66.861 pontos (+0,46%). No mês, o índice acumula perda de 0,35% e, no ano, de 4,27%. O giro financeiro totalizou R$ 6,486 bilhões.

Os ganhos da Petrobras teriam sido puxados por um movimento técnico, já que ocorrerão nos próximos dias o vencimento de índice (amanhã) e de opções sobre ações (segunda-feira). Os investidores fizeram cobertura de posições das ações contra o índice. Ao longo do dia, a ação também teve contribuição do petróleo que, no entanto, acabou caindo no fechamento. Na Nymex, o contrato para março recuou 0,58% e US$ 84,32. Petrobras ON terminou em alta de 1,52% e PN, de 0,82%.

Vale, ao contrário, acompanhou o comportamento em queda dos metais e recuou 0,33% na ação ON e 0,89% na PNA.

Mas foi BM&FBovespa o destaque da sessão, ao despencar 4,74% na ação ON. O papel reagiu ao anúncio, hoje, de que a Bats Global Markets, operadora global de bolsas de valores, assinou um memorando de entendimentos com a gestora de recursos Claritas para criar uma nova bolsa de valores no País, que contará com serviços de clearing e custódia. Segundo o chefe para desenvolvimento de negócios globais da empresa, Ken Conklin, a Bats revolveu entrar no Brasil para criar maior competitividade no mercado acionário.

No exterior, a agenda foi carregada e puxou as bolsas norte-americanas para baixo, apesar de a China ter entregado uma inflação menor do que era esperada (o CPI ficou em +4,9% ante previsão de +5,4%) em janeiro. Os indicadores norte-americanos não agradaram muito e as bolsas recuaram. Às 18h18, o Dow Jones caía 0,42%, o S&P, 0,37%, e o Nasdaq, 0,39%.

Câmbio – O dólar no mercado doméstico abriu em queda, inverteu o sinal para alta ainda na primeira parte dos negócios e reforçou os ganhos à tarde, quando atingiu a máxima intraday de R$ 1,670 (+0,12%) por volta das 15h40. Logo depois, o Banco Central fez o segundo leilão de compra da moeda, em que fixou a taxa de corte em R$ 1,6695, e posteriormente o dólar desacelerou os ganhos. No fechamento, a moeda no balcão subiu apenas 0,06%, cotada a R$ 1,6690. Na BM&F, o pronto avançou 0,07%, para R$ 1,6692. Até às 16h34, o giro financeiro em D+2 somava cerca de US$ 1,3 bilhão.

No mercado futuro às 16h35, o dólar para março tinha leve alta de 0,03%, a R$ 1,6735, com um giro financeiro de US$ 6,666 bilhões.

No início da tarde, o Banco Central fez o primeiro leilão de compra de moeda à vista e, nesta operação, a taxa de corte ficou em R$ 1,6672.

Às 16h47, o euro subia a US$ 1,3512, de US$ 1,3488 no fim da tarde de ontem em Nova York. O dólar avançava a 83,79 ienes, de 83,34 ienes ontem.

Juros – Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 marcava 12,39%, de 12,43% no ajuste, com giro de 208.675 contratos. O janeiro de 2013 (262.035 contratos) projetava 12,82%, de 12,89% no ajuste. O DI janeiro de 2017 (12.730 contratos) encontrava-se em 12,67%, de 12,75% ontem, e o DI janeiro de 2021 (5.910 contratos), em 12,56%, de 12,66% no ajuste.