A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, lançou nesta sexta-feira, 9, a primeira consulta pública de arrendamentos portuários em Santos e no Pará. “Pela primeira vez fazemos um estudo para arrendamento considerando funcionamento dos portos como um todo, focando, sobretudo, no desempenho de todo o sistema portuário brasileiro, considerando também as ligações rodoviárias e ferroviárias”, afirmou a ministra.

Gleisi destacou que os estudos se somam aos anúncios já feitos de 50 Terminais de Uso Privado (TUPs) em julho e outros 12 em agosto, que juntos ultrapassam os R$ 15 bilhões em investimentos. “E tudo isso em dois meses após a aprovação do novo marco de portos pelo Congresso Nacional”, acrescentou.

Segundo ela, a consulta pública para os arrendamentos de Santos e do Pará terá duração de 30 dias, para melhoria dos projetos. Gleisi reconheceu que as relações com o setor privado foram tensas durante os debates para a elaboração do novo modelo portuário do País. Segundo ela, de um lado estava o governo querendo viabilizar uma infraestrutura com maior capacidade, em um menor prazo e com menor custo. Do outro, estava o setor privado com o mesmo objetivo, mas também preocupado em maximizar o retorno do investimento. “É um processo para estabelecer ganhos e não perdas, não é a favor de ninguém, é a favor do País. Queremos jogo de ganha-ganha.”, afirmou.

A ministra disse ainda que o governo não quer tabelar o retorno dos investimentos. “O governo tem oferecido oportunidades de bom retorno e tem oferecido financiamento e garantias. Se o operador cumprir nível contratado com eficiência, não interessa ao governo a taxa de retorno será de 10%, 20% ou 30%. Se for maior, só resta ao governo parabenizá-lo pela capacidade de gestão”, concluiu.